
ARTE CÊNICA BINÁRIA
O impacto das novas mídias digitais dentro da produção teatral contemporânea vem se delineando de acordo com as novidades tecnológicas.
Desde as maquinas voadoras do teatro grego, passando pela invenção da perspectiva e posteriormente à implantação da luz elétrica, o surgimento do radio e do cinema, na atualidade o potencial criativo, mediado pela tecnologia digital surge com infinitas possibilidades:
Com a INTERNET os corpos se digitalizam e surge o TEATRO EXPANDIDO, a presença física do ator como principio fundamental do teatro, passa a ser revista e surge o paradigma de uma presença digital onde as fronteiras de tempo e espaço (que dentro do teatro seguem uma lógica particular) podem ser revistas e ampliadas em suas possibilidades, um ator pode contracenar com outro à km de distancia mediado pelas novas tecnologias da comunicação, além de que, uma nova forma de narrativa surge dentro do contexto da dramaturgia; o hiperdrama.
O hiperdrama em sua origem se baseia nos conceitos e princípios representados pelo hipertexto, uma trama de possibilidades a serem percorridas dentro de uma obra dramaturgica, onde o leitor ou o expectador interfere e transforma o trabalho do dramaturgo ou do encenador (que dentro do contexto da cibercultura perdem seu lugar privilegiado dentro das hierarquias: autor, encenador / expectador).
De acordo com Pierre Levi em seu livro Cibercultura, os testemunhos artísticos da cibercultura são obras-fluxo, obras-processo ou mesmo obras-acontecimento, quanto mais a obra explorar as possibilidades de interação e interconexão e pelas possibilidades de criação coletiva, mais será representativa da cibercultura.
Embora em todos esses casos e exemplos de construtivismo representados pelo hiperdrama a figura do autor ainda será aquela que determina e dá sentido á totalização da obra.
Disponibilizo aqui o manifesto binário publicado pela companhia La Fura dels Baús:
“ Teatro digital é a soma entre atores, 0 e 1 se movimentando na internet. A ação de dois atores em dois tempos e espaços diferentes correspondem a tempos infinitos e espaços virtuais. (…) O teatro digital é a linguagem binária sendo usada para conectar o orgânico com o inorgânico, o material com o virtual, o ator real com o avatar, a plateia presente com usuários de internet, o palco físico com o ciberespaço.”
Manifesto Binário.
Mais links de grupos de teatro e estudiosos que pesquisam sobre o assunto:
Rodolfo Araújo, Phila 7, La Fura dels Baus, Station House Opera, II Trupe de Choque e Cia. Automecânica de Teatro,
O impacto das novas mídias digitais dentro da produção teatral contemporânea vem se delineando de acordo com as novidades tecnológicas.
Desde as maquinas voadoras do teatro grego, passando pela invenção da perspectiva e posteriormente à implantação da luz elétrica, o surgimento do radio e do cinema, na atualidade o potencial criativo, mediado pela tecnologia digital surge com infinitas possibilidades:
Com a INTERNET os corpos se digitalizam e surge o TEATRO EXPANDIDO, a presença física do ator como principio fundamental do teatro, passa a ser revista e surge o paradigma de uma presença digital onde as fronteiras de tempo e espaço (que dentro do teatro seguem uma lógica particular) podem ser revistas e ampliadas em suas possibilidades, um ator pode contracenar com outro à km de distancia mediado pelas novas tecnologias da comunicação, além de que, uma nova forma de narrativa surge dentro do contexto da dramaturgia; o hiperdrama.
O hiperdrama em sua origem se baseia nos conceitos e princípios representados pelo hipertexto, uma trama de possibilidades a serem percorridas dentro de uma obra dramaturgica, onde o leitor ou o expectador interfere e transforma o trabalho do dramaturgo ou do encenador (que dentro do contexto da cibercultura perdem seu lugar privilegiado dentro das hierarquias: autor, encenador / expectador).
De acordo com Pierre Levi em seu livro Cibercultura, os testemunhos artísticos da cibercultura são obras-fluxo, obras-processo ou mesmo obras-acontecimento, quanto mais a obra explorar as possibilidades de interação e interconexão e pelas possibilidades de criação coletiva, mais será representativa da cibercultura.
Embora em todos esses casos e exemplos de construtivismo representados pelo hiperdrama a figura do autor ainda será aquela que determina e dá sentido á totalização da obra.
Disponibilizo aqui o manifesto binário publicado pela companhia La Fura dels Baús:
“ Teatro digital é a soma entre atores, 0 e 1 se movimentando na internet. A ação de dois atores em dois tempos e espaços diferentes correspondem a tempos infinitos e espaços virtuais. (…) O teatro digital é a linguagem binária sendo usada para conectar o orgânico com o inorgânico, o material com o virtual, o ator real com o avatar, a plateia presente com usuários de internet, o palco físico com o ciberespaço.”
Manifesto Binário.
Mais links de grupos de teatro e estudiosos que pesquisam sobre o assunto:
Rodolfo Araújo, Phila 7, La Fura dels Baus, Station House Opera, II Trupe de Choque e Cia. Automecânica de Teatro,
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