
ESTÉTICA DO PLÁGIO
A estética de “Com Defeito de Fabricação” reutiliza a sinfonia cotidiana do lixo civilizado, orquestrada por instrumentos individuais ou não: brinquedos, carros, apitos, serras, orquestras de hertz, ruídos das ruas etc. Unidos num alfabeto sonoro de emoções, contidas nas canções e símbolos musicais que marcaram cada passo de nossa vida afetiva. A forma é dançável, rítmica, quase sempre A-B-A, com coros, refrões, e quase sempre dentro dos padrões da musica popular. O aproveitamento desse alfabeto se dá em pequenas células, citações e plágios deslavados.
Hoje, também pelo esgotamento das combinações dos sete graus da escala diatônica (mesmo acrescentando alterações e tons vizinhos) esta prática, desencadeia sobre o universo da musica tradicional, uma estética do plagio, uma estética do arrastão*.
Podemos concluir portanto, que terminou a era do compositor, a era autoral, inaugurando-se a era do plágicombinador, processando-se uma entropia acelerada.
TOM ZÉ
COM DEFEITO DE FABRICAÇÃO
O terceiro mundo tem uma crescente população.
A grande maioria transforma-se numa espécie de “andróide”, quase sempre analfabeto e com escassa especialização para o trabalho.
Isso acontece aqui, nas favelas do Rio, de São Paulo, no nordeste do país, e em toda periferia da civilização. Esses andróides são mais baratos que o robô operário fabricado em Alemanha e Japão.
Mas revelam alguns defeitos inatos, como criar, pensar, dançar, sonhar. São defeitos muito “perigosos” para o padrão primeiro mundo.
Aos olhos dele, nós quando praticamos essas coisas por aqui, somos “andróides” com defeito de fabricação.
Pensar será quase sempre uma afronta.
Ter idéias, compor, por exemplo, é ousar. No umbral da historia, o projeto de juntar fibras vegetais e criar a arte de tecer foi uma grande ousadia, Pensar sempre será.
TOM ZÉ
A ARTE DE COMBINAR
Num contexto onde as informações circulam em torno da individualidade de cada um, bombardeando com luzes coloridas, propondo e sugerindo signos a todo instante, onde o individuo se vê dentro de tudo isso como um próprio emaranhado de símbolos semióticos, trama de significados, poderíamos concluir que a totalidade do que somos é produto das informações que nos transformaram e que agem sobre nosso subconsciente a todo momento. Portanto nossas idéias são combinações das idéias a que estivemos expostos, em maior ou menor grau, a originalidade consiste em traduzirmos de acordo com nossas impressões anteriores e interiores as informações e possibilidades do mundo de da vida.
Tanto na musica eletrônica da era da cibercutura com a era da combinação digital, através samplers onde se recriam beats e sonoridades eletrônicas através da recombinação e mistura num caldeirão eletrônico, de todo um acervo já produzido anteriormente, quanto na dramaturgia com a era da hipertextualidade e do hiperdrama, onde as individualidades se combinam para criar o novo, é visível a presença abrangedora do conceito de criação livre e coletiva.
LUIZ HENRIQUE M. CLETO
Hoje, também pelo esgotamento das combinações dos sete graus da escala diatônica (mesmo acrescentando alterações e tons vizinhos) esta prática, desencadeia sobre o universo da musica tradicional, uma estética do plagio, uma estética do arrastão*.
Podemos concluir portanto, que terminou a era do compositor, a era autoral, inaugurando-se a era do plágicombinador, processando-se uma entropia acelerada.
TOM ZÉ
COM DEFEITO DE FABRICAÇÃO
O terceiro mundo tem uma crescente população.
A grande maioria transforma-se numa espécie de “andróide”, quase sempre analfabeto e com escassa especialização para o trabalho.
Isso acontece aqui, nas favelas do Rio, de São Paulo, no nordeste do país, e em toda periferia da civilização. Esses andróides são mais baratos que o robô operário fabricado em Alemanha e Japão.
Mas revelam alguns defeitos inatos, como criar, pensar, dançar, sonhar. São defeitos muito “perigosos” para o padrão primeiro mundo.
Aos olhos dele, nós quando praticamos essas coisas por aqui, somos “andróides” com defeito de fabricação.
Pensar será quase sempre uma afronta.
Ter idéias, compor, por exemplo, é ousar. No umbral da historia, o projeto de juntar fibras vegetais e criar a arte de tecer foi uma grande ousadia, Pensar sempre será.
TOM ZÉ
A ARTE DE COMBINAR
Num contexto onde as informações circulam em torno da individualidade de cada um, bombardeando com luzes coloridas, propondo e sugerindo signos a todo instante, onde o individuo se vê dentro de tudo isso como um próprio emaranhado de símbolos semióticos, trama de significados, poderíamos concluir que a totalidade do que somos é produto das informações que nos transformaram e que agem sobre nosso subconsciente a todo momento. Portanto nossas idéias são combinações das idéias a que estivemos expostos, em maior ou menor grau, a originalidade consiste em traduzirmos de acordo com nossas impressões anteriores e interiores as informações e possibilidades do mundo de da vida.
Tanto na musica eletrônica da era da cibercutura com a era da combinação digital, através samplers onde se recriam beats e sonoridades eletrônicas através da recombinação e mistura num caldeirão eletrônico, de todo um acervo já produzido anteriormente, quanto na dramaturgia com a era da hipertextualidade e do hiperdrama, onde as individualidades se combinam para criar o novo, é visível a presença abrangedora do conceito de criação livre e coletiva.
LUIZ HENRIQUE M. CLETO
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